Em 2012, Draga (nome artístico de Rafael) começou sua carreira como grafiteiro e artista visual. Na época, sem conhecer as regras das ruas acabou passando por cima do trabalho de outras pessoas, prática conhecida como “rateio”, um tabu no meio da arte de rua, o que resultou em ameaças e cobranças. Vários anos depois, inspirado pela sua experiência pessoal, resolveu transformar a transgressão em tema pra sua arte e levar o graffiti, sua linguagem e comportamento para os canais tradicionais da arte.
A ideia do artista foi quebrar esse tabu, desenvolvendo telas e as cedendo para que outros artistas, pichadores e grafiteiros de diferentes áreas do Rio de Janeiro o "ratassem", fizessem intervenções nas suas pinturas. Ao receber de volta as telas, o artista começou a perceber padrões no comportamento dos outros artistas ao "ratar" suas telas e interagir uns com os outros ampliando o conceito do seu trabalho para abordar o grafite não só como técnica mas também por um viés etnográfico.

In 2012, Draga (Rafael's street name) started his career as a graffiti artist and visual artist. At the time, without knowing the rules of the streets, he ended up passing over the work of other people, a practice known as “capping”, a taboo in the street art, which resulted in threats and demands. Several years later, inspired by his personal experience, he decided to make transgression a theme for his art and take graffiti, its language and behavior to the traditional channels of art.
The artist's idea was to break this taboo, developing canvases and giving them to other artists, graffiti artists from different areas of Rio de Janeiro to "rat" him, to make interventions in his paintings. Upon receiving the canvases back, the artist began to notice patterns in the behavior of other artists by "ratating" their canvases and interacting with each other, expanding the concept of their work to approach graffiti not only as a technique but also through an ethnographic bias. .

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